Sexta-feira, Março 08, 2013

uma "borboleta"

Só ou liberta?
Só, desde sempre.
Liberta, desde há muito pouco tempo.
Os extremos tocam-se.

Pelo cachaço.

Simplesmente não me apetece viajar. Pelo menos, não para perto.
A não ser que me venham buscar. Ao colo.

Segunda-feira, Março 04, 2013

In a dog-like frame of mind.

Dou por mim. assim.

Exactamente. assim.

Não passo disto.

A mente silenciosa.

Silenciada.

....

E depois adormeço.
No mais profundo e longo sono de há muito, muito, muito tempo.

Quanto mais bem, melhor.

A coisa mais extraordinária é que já não consigo ver as coisas da mesma forma que antigamente.
Não consigo recuperar aquele sentimento de me ver enredada em ansiedades, faltas, expectativas e obrigações, numa tortura antecipada e auto-infligida por tudo o que deveria acontecer e tudo o que não poderia acontecer. Não consigo mais viver em antecipação e, de cada vez que uma frase feita lá consegue sair dos meus lábios, imediatamente é arrestada pela ideia de que não concordo mais com o que acabo de dizer. Já não sou quem era. Definitivamente, não sou. Sou muito melhor, ou ESTOU muito melhor do que alguma vez fui ou estive antes. É simples, tão simples que por mais me esforce (ainda) por complicar, não consigo... :). Eh.
Estou no momento, e é só onde consigo estar. É agora, é neste instante, é eterno e dura todo este momento. Os outros minutos, segundos (porque dias e anos não existem), não sei. O que vem a seguir será apenas a consequência do momento presente, logo, se este for perfeito, o próximo não tem como correr mal. Só bem que gera bem, e quanto mais bem, melhor.

Domingo, Fevereiro 24, 2013

Back to basics.

Depois de uma desgraçada incursão pelos novos modelos do Blogger, eis que estou de volta ao SSF clássico.
Já consigo respirar outra vez...
:)

Terça-feira, Dezembro 04, 2012

Vem comigo aos confins do mundo e mais além.
E começamos uma vida nova. :)


@Java

Self-fulfilling prophetic song

Segunda-feira, Novembro 05, 2012

É tão fácil fazer-me feliz. :)

Personalize funny videos at Bombay TV by Graphéine - Agence communication

Sexta-feira, Outubro 26, 2012

Há quem nasça com uma alma bonita.

Quarta-feira, Outubro 24, 2012

(Esta é mesmo para ti.)


Terça-feira, Outubro 23, 2012

Está feito.

E agora sinto-me... empowered.
hmm....

Segunda-feira, Outubro 22, 2012

E faz duas a livrarem-se dele.


Quarta-feira, Outubro 17, 2012

...

Sinto uma calma que não quero partilhar.

I'm a Fringie.


Now, bye.


A verdade é que:

... me sinto leve. Como não sentia desde há anos.
... ele não tinha mesmo interessezinho nenhum, bailhamedeus!
... tenho sempre razão, ainda que nem sempre consiga expressar-me com clareza.
... por vezes, cometo erros de palmatória.
... já não sinto aquele arrepio horrível na barriga, e isso surpreende-me.
... estou-me bem a cagar para todas as formas de surf se for para impressionar seja quem for
... desprezo homens casados e outros que dizem que 'a relação está mal por isso posso estar aqui contigo na boa'.
... falar é 80% da cura e do perdão.
... quem me cala, aumenta a minha dor, a minha revolta e, eventualmente, perde a minha confiança
... não perdoo a quem se diz meu amigo e não me liga especialmente quando sabe que estou mal.
... quem me faz mal até pode pensar que lhe perdoei, mas na realidade foi discretamente riscado da lista.
... a beleza de um homem começa sempre no coração
... adoro abraços que dou e recebo por gosto. Detesto abraços de circunstância e de gente que não conheço.
... faço das tripas coração para salvar amizades e relações. Mas quando quebra, não há volta a dar.
... e afins.

Segunda-feira, Outubro 15, 2012

Olha...!

Acabaste...!
:)

Quinta-feira, Outubro 04, 2012

Agora é assim.

Ama-me ou odeia-me, mas a partir de agora, vais ouvir de mim sempre apenas a verdade.

Quarta-feira, Outubro 03, 2012

A apanhar a onda, finalmente.

É mais ou menos assim que me sinto em relação à vida, agora.
A bere.

Domingo, Setembro 30, 2012

"E agora? Agora, limpamos isto tudo."

Aquele sonho...?
Realizou-se no Domingo.
Na Terça, livrei-me do que não interessava.
Na Quarta, concebi-me.
No Sábado, libertei-me.

...será que renasci?
Talvez seja por isso que nem me mexo deste ninho...

Ontem tentei encontrar-me com várias pessoas. No meio da multidão, encontrei-me comigo mesma.
Ena.

Quinta-feira, Setembro 27, 2012

Será que ainda há quem diga REALMENTE a verdade?
Sobre o que for, sobre tudo, sobre nada. Se calhar, acham que dizem.
Tenho um excelente terapeuta.
Mas não deixa de ser estranho que a raça humana se tenha tornado tão complicada, mas tão complicada, que temos de pagar a alguém treinado para nos escutar e nos compreender.


Já não saberemos ser amigos?

Quinta-feira, Setembro 13, 2012

Hoje fiz as pazes.

Não dormi toda a noite, literalmente consumida por pensamentos parvos e que eu sabia que já não tinham cabimento na minha maneira de viver. Passei a noite a ser assaltada por demónios que estão a perder o lugar na minha consciência. Acordei a tremer e com vontade de vomitar. Percebi que tinha de resolver aquele bloqueio estúpido se queria andar para a frente com a minha vida, em paz, amor e respeito.
Então, peguei no telefone e liguei-lhe.
Pedi-lhe desculpa e compreensão, disse-lhe não tinha maus sentimentos por ele, que lhe desejava toda a felicidade e luz do mundo, que aproveitasse este momento belíssimo que está a viver e que apenas me deixa feliz. Pedi-lhe perdão e compreensão, mesmo, com o coração aberto.
Não sei se consegui, mas pelo menos pedi.
E agradeci-lhe muito o ter atendido o telefonema.

Por outras palavras, pedi ajuda e recebi-a. A partir de hoje vai ser assim para mim, com tudo.

Eu e ele adoramo-nos. Temos um pelo outro um carinho imenso e à prova de toda a estupidez e fragilidade humana, e isso deve ser celebrado e não ignorado, combatido ou reprimido.
Vivemos num mundo onde nos ensinam a odiar, a vingarmo-nos, a agredir e a revidar. Eu já não me identifico com essa forma de viver, mas foi preciso descer aos infernos da vingança e da agressão para tomar consciência, e chamar à atenção dele também, daquilo que não é preciso mais fazer.
Não é preciso mais ter medo, não é preciso mais julgar, condenar nem esconder. A confiança é algo natural e a transparência das emoções será o melhor garante da verdade. Interessa amar, sentir essa emoção boa que nos aquece o coração e nos ilumina o rosto. Interessa amar incondicionalmente, sem prender, sem deter, sem esconder, sem esperar. Interessa-me isso. É isso que me interessa. É isso que vou fazer por prosseguir.
Hoje fiz as pazes com ele (se ele vê assim ou não, eu não controlo).
Hoje fiz as pazes comigo mesma.
Acima de tudo, hoje fiz as pazes.
E fiquei melhor.

(gosto tanto de ti, puto)

Quarta-feira, Setembro 12, 2012

Amo, amo este homem.


Amo este homem.


Zona de desconforto.

Mudo de sítio e vigio os pensamentos, emoções e sentimentos.
Registo a sensação de alívio, de segurança, de refúgio.
Aguardo que a vista se alargue e o espírito expanda e volte a criar.
Vivo cada dia com a certeza da novidade que me há-de trazer.
Mas,
o que mais me surpreende é que ao olhar para quem está para trás, sinto uma sensação de trauma, como se tivesse aguentado o suficiente e agora não mais lá quisesse voltar. Aliás, não é o sentimento que me surpreende, mas sim o elenco de pessoas que o suscitam.
Só olhando de um outro prisma, me apercebo dessa realidade.
Nunca pensei.
Agora sei.
Devia passar mais temporadas fora da 'zona de desconforto'.

Home again.


Terça-feira, Setembro 11, 2012

Thank you. More, please. :)

"When you go with the flow, rather than clinging to the energy of an outdated situation, relationship or mindset, nothing remains fixed or rigid. You become open to all opportunities, which then flood into your life almost as if you’ve turned on a tap of Universal energy and love."

Sem comentários.



Um dia, alguém me disse a propósito desta fotografia:
"Eh pá, esta foto não te favorece. Vê-se que tens imensa barriga!".
Eventualmente, levou uma cabeçada.

Segunda-feira, Setembro 10, 2012

A bloguice é cíclica.

Aqui há uns tempos (não vou colocar o link porque tenho preguiça), postei que o Facebook matou a Silvia Sem Filtro. Foi no tempo em que o FB era uma cena gira e nova e fixe e divertida que nos perguntava em que estávamos a pensar. Agora, aquela aberração é uma praça pública em que o pensamos não interessa, só mesmo o que ventilamos, o quão cool somos e, já agora o que queremos que nos vendam. Vão para a puta que os pariu a todos! Fartei-me.
É o que acontece quando todos falam ao mesmo tempo. Fica um ruído que já ninguém se entende, mais desesperante que um restaurante espanhol à hora de la cena. Ensurdecedor.
Isso mesmo: ensurdecedor. Surdez bendita. Fiquei surda e a paz voltou.
Vêem? A história é cíclica, a natureza é cíclica e, claro está a bloguice é cíclica.

As poucas pessoas que daqui a uns anos ainda tiverem a destreza cerebral para encadear mais do que 200 caracteres, vão continuar a escrever em blogues ou — se luz se apagar — em papiros, nas paredes e até nas espumas das ondas do mar.


Por isso, voltei. Voltei a encontrar-me, voltei a escrever e o meu cérebro está felicíssimo aqui a ditar. Oh para ele!
A escrever é que é o caminho e vocês nem imaginam a velocidade a que os meus dedos estão a escrever isto. Estão felizes e saltitões e escrevem à velocidade do meu pensamento.

Em que estou a pensar? Vai-te foder! Quer dizer, nisso e em nada, e em tudo, e em mim e definitivamente no quão estou feliz por não ter comprado um descodificador TDT.

A vida começa de novo quando a Sílvia volta a escrever.
A censura viajou até ao outro lado do mundo e por lá ficou, talvez tenha mesmo caído da curvatura da terra.
Voltei a escrever e gosto.
Cá para mim que ninguém nos lê, né? ;)

Estou curiosa.

Ultimamente, venho subindo a montanha da consciência. É uma puta de uma montanha, jamais escalada por outra Sílvia. É fo-di-da. Pelo caminho, aparecem guias, gente experiente, outros caminheiros que me dizem que o caminho é mesmo assim. Entre pedras bicudas e pés torcidos, negras e esfoladelas, lá vou subindo e apreciando o pó que me fica nas mãos e as pedras rolantes que, lá de cima, me vêm bater no meio da testa e me trazem lágrimas aos olhos.
Tenho tido que escolher caminhos. Por aqui ou por ali. Para cima sempre, mas o que é que em cada caminho me diz que aquele é o indicado. Vou pisando devagar, buscando pistas. A qualquer altura posso voltar para trás e ir pelo outro lado. Às vezes resvalo e meto o pé naquela pedra que sei que vai rolar. Ela rola, eu caio, mas o caminho fica desimpedido. Adiante, em frente, dói no corpo, e até parece que na também na mente.
Avanço e aprecio o belo dia que está, o vento fresco, a chuva que possa cair, as cores do céu, das nuvens e até as pequenas florinhas selvagens que se atrevem a nascer neste ermo de pedras. Estão mais perto do céu do que muita flor de vasinho que morre à sede atrás do vidro da janela.Valem muito aquelas florinhas.

Ao subir uma montanha assim, aprende-se que, por muita boa vontade que tenhamos, não podemos carregar a mochila dos outros. Não podemos. Só levamos a nossa e vai vazia. Porque nunca se sabe o que podemos encontrar pelo caminho que nos possa servir a cada etapa. Sim, porque a montanha dá-nos tudo, e o universo já deu a capacidade de criar com aquilo que temos à mão. Afinal, foi esse o exemplo de Adão e Eva.
Está tudo lá, e tudo serve para tudo aquilo que precisarmos.

Gosto desta montanha. Quanto mais subo, mais aprecio a vista. Por isso, continuo.
Estou curiosa.






Em todos os sentidos.

Eu entro dentro de água e começo logo a levar com as ondas na cabeça, fico lixada, começo a irritar-me e até vocifero que detesto o mar e as ondas. Mas depois o J., bruto, distante, exigente, mesmo à treinador de competição, grita comigo "lá para trás!", e eu vou. E depois vêm as ondas e eu dou às barbatanas e a prancha parece que não sai do sítio e eu não consigo apanhar as ondas. O J. grita, comanda "apanha essa!" e eu volto a tentar e apanho a onda, toda torta, a trocar os braços, nem noção do que faço bem ou mal, e lá venho e depois volto lá para trás...
O J. está nas espuminhas com os alunos de surf e eu estou cá atrás, sem pé, sózinha e as ondas parecem-me todas enormes. E começo a pensar na vida. A falar com o mar. Até que o mar me lava a alma e me manda um set inteiro para aproveitar. E quando tal, já não penso em mais nada, curto até me doerem os braços e o fato 3:2 começar a deixar entrar o frio.

No início, é sempre difícil. No início, demora sempre mais do que pensávamos. Mas um dia destes, as coisas começam a fazer sentido. E é esse momento por que espero. Em todos os sentidos.

Quinta-feira, Agosto 30, 2012

Quando alguém nos conhece, conhece.

Mesmo à distância, mesmo quando décadas passaram, é bom saber que alguém, algum dia, me conheceu e me recorda com carinho.
Maybe one day, I'll have a reason to stick around.

I'm gonna hop on that train today    I got nowhere to go but no reason to stay  In four years I've traveled a hundred and sixty thousand miles    And the wind keeps pulling me out    Maybe I go because I'm chasing something   Maybe I go because something is chasing me    Maybe I leave because I've yet to find someone   To look me in the face...     And say  Stick Around    I want you next to me    Stick Around    There ain't no reason for leaving  The road's been hard boy but I'll never bring you down    Stick Around  Postcards and Road maps    Empty alleyways, cigarettes     Five miles till my next exit    Then I'll be singing to a room of strangers    I miss my family  I miss my brother    I wonder if his son is ever gonna know me    I wonder if I'll have a son I could call my own    I wish someone would hold me down and say  Stick Around    At least occasionally    Stick Around    There ain't no reason for leaving  This life's too good boy and I think you're missing out    Stick Around    So I'm gonna hop on that train today    I got nowhere to go but no reason to stay    In four years I've traveled a hundred and sixty thousand miles  Maybe one day... I'll stick around
Estou a precisar urgentemente de me ligar. Só não sei a quê/quem/como. Mas, foda-se!, é urgente.

Terça-feira, Abril 10, 2012

Ossos do ofício.

Há blogues tão fracos, tão fracos...
Se calhar devia pintar-me de cor-de-rosa e vender-me às redes sociais.
Ou não.

Antes de abrires a boca.

Quarta-feira, Março 28, 2012

Saudades e beijos. ;)

Segunda-feira, Março 19, 2012

Lifted.


Antes, receava porque sentia que estava à beira do abismo.
Depois, apesar de o abismo estar a toda a volta, passei a festejar o facto de ter um quinhãozinho de terra sob os meus pés.
Hoje sei que não existe um abismo. :)

Sexta-feira, Março 16, 2012

Conta-me histórias.

Conta-me histórias.
Diz-me coisas.
Faz-me sonhar.
Faz-me estremecer com as palavras.
E dançarei para ti.



P.S. — quiet doesn't cut it.

After all that's said and done

Sílvia feels single.

Para que serve uma melhor amiga?

Para verbalizar exactamente aquilo que pensamos.
Para nos dizer o que queremos ouvir.
Para nos dizer o que NÃO queremos ouvir.
Para lhe contarmos os pormenores mais sórdidos da nossa vida.
Para lhe escutarmos os pormenores mais sórdidos da vida dela.
Para percebermos que não estamos sózinhas no mundo com as nossas ideias de "gaja".
E cenas.

Mais ou menos, pelo meio. Ou talvez não.

Tenho dias em que exijo tudo. Tenho dias em que não exijo nada.
Hoje é um desses dias.

Como se faz?

Devagarinho. Sempre devagarinho. Devagarinho que não é devagarinho, é com o tempo que for preciso. Tempo para que os sentimentos aflorem e discorram e se desvaneçam e fique apenas a razão rendida à intuição. Devagarinho com o pensamento, devagarinho com as expectativas, devagarinho até com a respiração. Devagarinho até estar parado. Até ao momento presente que não sabe, nem quer saber, dos desenvolvimentos futuros.
Estou parada no tempo e gosto. Nem para trás, nem para diante. Fico aqui, à mercê dos elementos, da chuva que não cai, o frio que não refresca, do sol que me resseca o cabelo. Tudo tem uma razão e eu aceito.
O planeta está inclinado, a lua fora do sítio, Vénus e Júpiter agora aparecem juntos no céu sem núvens.
Há muitas coisas a acontecer, cada vez mais rápido, tão rápido que parece que estamos parados. Como o complexo se depura na simplicidade, o movimento conjunto conduz à imobilidade, e todas as horas se reduzem a um momento apenas, no tempo e no espaço. Aqui e agora. Eternamente único.
Devagarinho, devagarinho, vamos ficando por cá.
E eu nunca mais arrumei o meu quarto.

Segunda-feira, Março 12, 2012

"Puto, ser adulto é muito fixe". :)

Não tirámos fotos.

Não, não tirámos fotos. Dou por mim a questionar-me se não deveríamos ter tirado fotos — daquelas que se tiram com máquina. Mas não tirámos e nem sequer nos lembrámos. Tirámos fotos que mais ninguém vai ver, e que jamais perderemos. Tirámos fotos com o coração, com o palato, com a pele, com o olfato, com sorrisos e com o olhar. Trocámos fotos com as palavras, fotos com mais de 20 anos e que hoje se revelaram um grandessímo ANTES tão diferente deste promissor DEPOIS. Não, não tirámos fotos. As impressões ficarão, assim, para sempre, perfeitas.

Sexta-feira, Março 09, 2012

A Silvia Sem Filtro era uma profecia.

E está a começar a realizar-se.
Olá Mundo!!
:)

Until further notice.

Quarta-feira, Março 07, 2012

E, pronto, a vida muda outra vez.

Já estou habituada. Com maior or menor consciência, com uma ajudinha from up above ou talvez não, livro-me de um peso e começo a subir.
Não é uma viagem suave, como nunca é, mas é uma viagem esperançosa. Lá ao fundo, há luz, há risota, há leveza e acredito até mesmo numa bruma que sobe o rio.
Para trás fica uma caverna, com homem e cão acuados, onde nada muda porque as paredes são duras demais.
Tentei, acreditei, pedi, chorei, rezei e consegui.
Agora está tudo bem, mas está diferente.
Uma nova história começa e é fascinante assistir ao voltar das páginas e descobrir o que dizem de novo.
A vida muda outra vez. Deve ser a única coisa que é constante.
:)))

Domingo, Janeiro 08, 2012

Analfabruto.

Só não lês o que está escrito.
Porque, por muito que eu o escrevesse em letras garrafais, tu não o verias, nem lerias, nem sequer repararias que lá está.
Porque estás CEGO DE MEDO.

Eu juro que tento.

Dantes, eu ligava.
Hoje, já não ligo. Mando umas mensagens e espero. Às vezes, recebo resposta, outras vezes, já nem espero.
Não sei o que é feito das amizades, nem se as pessoas ainda sabem o que isso é.

Se eu tivesse uma casa, fazia um bolo e convidava as pessoas para cá virem comê-lo. Provavelmente, o normal é que me diriam que sim, que seria um prazer, mas no dia, ninguém apareceria. Why bother?

Diz-me ele: Detesto domingos à tarde.
Penso eu: Eu também. E moramos perto. Podíamos resolver esse problema muito facilmente.
Um certo domingo à tarde, mando uma mensagem: Bora à praia? Responde por favor.
E respondeu (ao menos isso): Não esperes.

Não, não só não espero como já nem desespero.
Peguei no gene da amizade, naquele que se importa com as pessoas pelas pessoas, que até gosta de conversar, de rir, de se divertir sem ter de ser com álcool, sexo e à noite, e deitei-o fora.
Aqui já não se usa.

Há coisas que nunca mudam.

E outras que não sabemos como queremos que mudem.
Sim, quero ir para casa. Só já não sei onde fica e como será.
Estou aberta a surpresas.

Quarta-feira, Outubro 19, 2011

Só uma coisinha...

QUERO IR PARA CASA!

Quinta-feira, Outubro 13, 2011

Enfrentando o medo da merda.

Curiosamente, este sempre foi um dos meus maiores receios de cada vez que me imaginava a vivar na minha ilha de sonho, longe da civilização atrofiante, sem tv nem pequenos ou grandes domésticos. Seria só eu, um ou dois vestidos, um par de chinelas, umas meias quentinhas para quando fizesse frio — pés frios é um desconsolo — dois ou três potes de barro, uma barraquinha de madeira, a praia, a selva e os peixes do mar. Isto é tudo muito lindo até chegarmos à parte do saneamento, esse luxo civilizacional que nos livra do que menos apreciamos em nós, mas que nos assiste todos os dias.
Felizmente, existe o engenho humano. Que já tive mais, em tempos.

Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.

daqui

Um passo de cada vez.

Quando nos pomos a caminho, nunca imaginamos quão longo será esse caminho. Na nossa ideia será sempre curto e breve, mesmo que seja longo e demorado. Queremos a via rápida, o veículo mais rápido, o teletransporte, se possível fosse.
Contudo, o caminho é para se fazer. É para se apreciar, cada pedrinha, cada buraco, cada pingo de chuva e lama, cada flor que quase escapa ao olhar. O caminho, ainda que canse, é feito para descansar, para parar, para pensar. O caminho cresce connosco, muda de direcção connosco. O caminho somos nós que o fazemos.
O caminho tem sempre saída, e ainda que seja de fuga, só nos leva de volta a nós mesmos.
Não devemos evitar encetar o caminho, ainda que tenhamos medo, ou preguiça.
Depois de algum tempo no caminho, mesmo que o corpo doa, que a mente desespere, que os pés fiquem em ferida, tudo passa. Tudo passa. A paisagem passa, os dias passam, as emoções passam, as núvens passam, e o frio e o chão duro abrem alas ao caminhante fortalecido, de pés calejados e alma lavada. Com o sentimento que buscava, o destino lá se aproxima.
E, depois, um novo caminho se abre. Um passo de cada vez.